quarta-feira, 13 de maio de 2009

Exposição: 5 e 6 de Maio 09


Nos dias 5 e 6 de Maio de 2009, realizamos mais uma exposição de artesanato no colégio Externato Delfim Ferreira visando despertar o interesse da comunidade escolar para a valorização do Património Cultural Português.
Ao contrario da exposição anterior em que focamos o surgimento do artesanato, a sua evolução ao longo dos tempos e ainda 3 das vertentes artesanais: tradicional, contemporâneo e terapêutico, nesta limitamo-nos a expor peças tradicionais de acordo com o material utilizado na sua criação.
Paralelamente à exposição, estava prevista a presença de um artesão pintor de azulejos, Sr. Fernando Jorge, que iria fazer uma pequena demonstração do seu trabalho interagindo com os alunos.
No entanto, devido ao surgimento de um imprevisto de ultima hora tal não foi possível o que condicionou de certo modo o objectivo da exposição.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

XXI Feira de Artesanato de Guimarães 09

As feiras de artesanato, realizadas anualmente por todo o país, são um dos principais modelos de comercialização do sector. A primeira Feira de Artesanato de Guimarães realizou-se em 1988 e, ao longo de todo este percurso, conseguiu adequar-se à mudança dos tempos, indo de encontro às expectativas dos artesãos que nela participam e dos visitantes que a frequentam. Convém referir que esta mudança foi sempre ditada por estes dois principais intervenientes, procurando a organização da Feira de Artesanato de Guimarães corresponder aos propósitos de todos; por um lado receber da melhor forma os artesãos convidados, fornecendo-lhes as condições ideais em termos de espaço e acolhimento e, por outro, procurando atrair o maior número de público ao local da feira, através de um investimento considerável na sua divulgação e animação.
Este ano a Feira de Artesanato de Guimarães adapta-se, novamente, à mudança das necessidades e circunstâncias contemporâneas, regressando ao seu local inaugural: o Jardim da Alameda. O espaço, localizado no centro da cidade, é privilegiado pela sua acessibilidade, garantindo deste modo a visibilidade procurada pelos artesãos. Tendo sempre como valores base a preservação e divulgação do artesanato, a organização da Feira de Artesanato de Guimarães pretende que a iniciativa se consolide como uma das formas de sensibilizar o grande público para as questões que encerram as actividades artesanais. A valorização dos produtos artesanais pela sociedade actual é a via mais importante para a perpetuação dos saberes e modos de fazer, que fazem parte do nosso legado comum, mas cujas tipologias têm ainda a capacidade de se adaptar à vivência contemporânea, tornando-se assim objectos de valor acrescentado.
A Feira de Artesanato de Guimarães pretende constituir um espaço de comercialização acessível a um grande número de consumidores, cada vez mais conscientes da valia do artesanato nacional.

Bordados de Guimarães




O Bordado de Guimarães é um trabalho manual executado a fio de algodão sobre linho caseiro. Originalmente localizado na zona de Guimarães, foi-se depois expandindo, por razões económicas, para zona limítrofes do concelho e também para terras do vizinho concelho de Felgueiras. Embora seja antigo, é difícil localiza-lo no tempo. Mas, a divulgação da designação "Bordado Guimarães", aparece-nos a partir dos anos 40 do século XX. Sabemos, no entanto, que a origem do bordado de Guimarães era essencialmente rural, sendo uma das etapas do trabalho a do linho, o qual - após a todo o ciclo agrícola e preparação da fibra -, era fiado e posteriormente tecido, sendo finalmente bordado pelas lavradeiras vimaranenses. As peças mais cuidadas eram a camisa do homem, geralmente executada com motivos de tipo geométrico, e o colete de rabichos feminino, bordado com uma grande diversidade de motivos decorativos. As cores mais utilizadas são hoje a crua, a branca, a vermelha e a azul escura, embora outrora também aparecesse o preto. A originalidade destes bordados está quer na especificidade das flores executadas quer na importância decorativa do canutilho em relação ao conjunto composto por grande diversidade de pontos de agulha quer ainda na singularidade do desenho. Caracterização: Nos dois últimos séculos o bordado de Guimarães caracterizou-se pela delicadeza e rigor do trabalho a fio de algodão sobre linho caseiro. Este bordado é a prova de vontade feminina de introduzir cor e alegria em objectos de uso quotidiano - peças de vestuário, toalhas de mão, toalhas de açafate, lençóis,etc.

Arte, Azulejos e Artesanato


Em Portugal, o gosto pelo azulejo foi assimilado dos muçulmanos, tendo sido introduzido no país desde meados do século XV.
No século XVI, Portugal inicia sua própria produção, sofrendo várias influências das azulejarias Italiana e Flamenga, e mais tarde no século XVII, da azulejaria Holandesa.
Esta forma singular de decoração, foi utilizada com insistência no revestimento de Igrejas, Palácios, Mosteiros, Fontes e em Casas Senhoriais.
Desde sempre, o azulejo acompanhou as novas estéticas, passando pelos motivos Arte Nova, pelos revestimentos Art Déco, até à sua plena integração em modernos programas arquitectónicos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Lenços dos Namorados


Diz-se que a origem dos "lenços dos namorados" remonta aos séculos XVII - XVIII, quando as Senhoras bordavam para passar tempo, sendo que, ao longo dos tempos, foram sendo adaptados para as mulheres do povo.
No início, estes lenços, faziam parte do vestuário feminino e tinham apenas uma função decorativa. Eram lenços quadrados, de linho ou algodão, bordados conforme o gosto de cada um.
No entanto, estes lenços, tinham outra função: a conquista do namorado. Uma rapariga, quando chegava à idade de casar começava a bordar um lenço em linho ou algodão. Depois de bordado, o lenço era entregue ao namorado ou "conversado" e era em conformidade com a atitude deste usar publicamente ou não, que se decidia o namoro. Se este aceitasse, poria o lenço por cima do seu casaco domingueiro, colocava-o ao pescoço com o nó voltado para a frente, usava-o na aba do chapéu ou até mesmo na ponta do pau que era costume o rapaz trazer consigo.
Caso contrário, o lenço voltaria às mãos da rapariga. Se por acaso, ele aceitasse mas, mais tarde, trocasse de parceira, fazia chegar à sua antiga pretendida o lenço, e outros objectos que lhe pertencessem, como fotografias, cartas ...
Podia também acontecer, os lenços serem motivo de uma simples brincadeira ou troca de palavras. "Nas festas os rapazes tiravam os lenços das raparigas simulando uma ligação amorosa. Quando o rapaz já tinha namorada o facto de simular uma ligação com outra ao roubar-lhe o lenço era muitas vezes motivo de desavença entre a sua namorada e aquela a quem o lenço tinha sido roubado"
"Quando eram utilizados pelas suas "donas" no seu trajo de festa, estes eram colocados do lado direito da cintura, deixando pender uma das pontas, dando assim à sua indumentária uma graciosidade particular".
Os lenços, representam o sentimento da rapariga em relação ao rapaz, no qual ela escreve pequenos versos de amor, ou símbolos. Damos conta muitas vezes, de erros ortográficos nestes lenços, que denunciam a falta de instrução da época.
Têm de concordar comigo que esta tradição é divertida, talvez pelo seu carácter tremendamente popular e ingénuo, não deixando nunca de ser adorável!
Sendo bordados a ponto cruz, estes lenços eram muito trabalhosos e morosos, obrigando a "bordadeira" a ser muito paciente e cuidadosa na sua confecção.
Com o passar dos tempos, foram-se adoptando outros tipos de pontos mais fáceis e rápidos de bordar. Com esta alteração a decoração inicial dos lenços modifica, as originais cores de preto e vermelho, vão dar origem a uma série de outras cores e outros motivos de decoração. Não se perdendo nunca, o objectivo principal!

Cantarinha dos Namorados


Cantarinha dos Namorados

A Cantarinha dos Namorados ou Cantarinha das Prendas, é feita em barro vermelho polvilhada de mica branca.
Existem as Cantarinhas grandes, símbolo da abundância, do futuro, da esperança. E a Cantarinha pequena, símbolo da vida real, das incertezas do futuro e das pequenas felicidades do quotidiano.
A Cantarinha era utilizada, assim como os lenços dos namorados, como símbolo de aceitação ou rejeição de um pedido de namoro/noivado. Quando um rapaz se decidia em ir pedir a mão de uma rapariga à família dela, oferecia à rapariga a Cantarinha das Prendas. Se a Cantarinha era aceite, o pedido particular estava feito, e a partir daí ficavam comprometidos um com o outro. O anúncio do noivado era feito apenas se houvesse consentimento dos pais. Se houvesse consentimento dos pais, o noivado era anunciado e o dote tratado, e as prendas oferecidas aos noivos eram colocadas na Cantarinha (cordões de ouro, tranceletes, cruzes, corações.

Exposição



Nos dias 3 e 4 de Março, estará na sala de exposições do nosso colégio o "1ºfruto do nosso projecto! Vão estar presentes duas grandes artesãs e a APPACDM que certamente irão captar a atenção de todos para o seu trabalho.
A artesã Olga Marques que vem demonstrar o teor contemporâneo e tradicional do artesanato da região do Minho assim como a oleira Bela Alves que através da Oficina virá relembrar toda a riqueza da criação da cantarinha dos Namorados que se inicia com a roda do Oleiro característica da nossa ALMA LUSA.

Aguardamos a tua visita!!!

O grupo Alma Lusa