segunda-feira, 11 de maio de 2009

Bordados de Guimarães




O Bordado de Guimarães é um trabalho manual executado a fio de algodão sobre linho caseiro. Originalmente localizado na zona de Guimarães, foi-se depois expandindo, por razões económicas, para zona limítrofes do concelho e também para terras do vizinho concelho de Felgueiras. Embora seja antigo, é difícil localiza-lo no tempo. Mas, a divulgação da designação "Bordado Guimarães", aparece-nos a partir dos anos 40 do século XX. Sabemos, no entanto, que a origem do bordado de Guimarães era essencialmente rural, sendo uma das etapas do trabalho a do linho, o qual - após a todo o ciclo agrícola e preparação da fibra -, era fiado e posteriormente tecido, sendo finalmente bordado pelas lavradeiras vimaranenses. As peças mais cuidadas eram a camisa do homem, geralmente executada com motivos de tipo geométrico, e o colete de rabichos feminino, bordado com uma grande diversidade de motivos decorativos. As cores mais utilizadas são hoje a crua, a branca, a vermelha e a azul escura, embora outrora também aparecesse o preto. A originalidade destes bordados está quer na especificidade das flores executadas quer na importância decorativa do canutilho em relação ao conjunto composto por grande diversidade de pontos de agulha quer ainda na singularidade do desenho. Caracterização: Nos dois últimos séculos o bordado de Guimarães caracterizou-se pela delicadeza e rigor do trabalho a fio de algodão sobre linho caseiro. Este bordado é a prova de vontade feminina de introduzir cor e alegria em objectos de uso quotidiano - peças de vestuário, toalhas de mão, toalhas de açafate, lençóis,etc.

Arte, Azulejos e Artesanato


Em Portugal, o gosto pelo azulejo foi assimilado dos muçulmanos, tendo sido introduzido no país desde meados do século XV.
No século XVI, Portugal inicia sua própria produção, sofrendo várias influências das azulejarias Italiana e Flamenga, e mais tarde no século XVII, da azulejaria Holandesa.
Esta forma singular de decoração, foi utilizada com insistência no revestimento de Igrejas, Palácios, Mosteiros, Fontes e em Casas Senhoriais.
Desde sempre, o azulejo acompanhou as novas estéticas, passando pelos motivos Arte Nova, pelos revestimentos Art Déco, até à sua plena integração em modernos programas arquitectónicos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Lenços dos Namorados


Diz-se que a origem dos "lenços dos namorados" remonta aos séculos XVII - XVIII, quando as Senhoras bordavam para passar tempo, sendo que, ao longo dos tempos, foram sendo adaptados para as mulheres do povo.
No início, estes lenços, faziam parte do vestuário feminino e tinham apenas uma função decorativa. Eram lenços quadrados, de linho ou algodão, bordados conforme o gosto de cada um.
No entanto, estes lenços, tinham outra função: a conquista do namorado. Uma rapariga, quando chegava à idade de casar começava a bordar um lenço em linho ou algodão. Depois de bordado, o lenço era entregue ao namorado ou "conversado" e era em conformidade com a atitude deste usar publicamente ou não, que se decidia o namoro. Se este aceitasse, poria o lenço por cima do seu casaco domingueiro, colocava-o ao pescoço com o nó voltado para a frente, usava-o na aba do chapéu ou até mesmo na ponta do pau que era costume o rapaz trazer consigo.
Caso contrário, o lenço voltaria às mãos da rapariga. Se por acaso, ele aceitasse mas, mais tarde, trocasse de parceira, fazia chegar à sua antiga pretendida o lenço, e outros objectos que lhe pertencessem, como fotografias, cartas ...
Podia também acontecer, os lenços serem motivo de uma simples brincadeira ou troca de palavras. "Nas festas os rapazes tiravam os lenços das raparigas simulando uma ligação amorosa. Quando o rapaz já tinha namorada o facto de simular uma ligação com outra ao roubar-lhe o lenço era muitas vezes motivo de desavença entre a sua namorada e aquela a quem o lenço tinha sido roubado"
"Quando eram utilizados pelas suas "donas" no seu trajo de festa, estes eram colocados do lado direito da cintura, deixando pender uma das pontas, dando assim à sua indumentária uma graciosidade particular".
Os lenços, representam o sentimento da rapariga em relação ao rapaz, no qual ela escreve pequenos versos de amor, ou símbolos. Damos conta muitas vezes, de erros ortográficos nestes lenços, que denunciam a falta de instrução da época.
Têm de concordar comigo que esta tradição é divertida, talvez pelo seu carácter tremendamente popular e ingénuo, não deixando nunca de ser adorável!
Sendo bordados a ponto cruz, estes lenços eram muito trabalhosos e morosos, obrigando a "bordadeira" a ser muito paciente e cuidadosa na sua confecção.
Com o passar dos tempos, foram-se adoptando outros tipos de pontos mais fáceis e rápidos de bordar. Com esta alteração a decoração inicial dos lenços modifica, as originais cores de preto e vermelho, vão dar origem a uma série de outras cores e outros motivos de decoração. Não se perdendo nunca, o objectivo principal!

Cantarinha dos Namorados


Cantarinha dos Namorados

A Cantarinha dos Namorados ou Cantarinha das Prendas, é feita em barro vermelho polvilhada de mica branca.
Existem as Cantarinhas grandes, símbolo da abundância, do futuro, da esperança. E a Cantarinha pequena, símbolo da vida real, das incertezas do futuro e das pequenas felicidades do quotidiano.
A Cantarinha era utilizada, assim como os lenços dos namorados, como símbolo de aceitação ou rejeição de um pedido de namoro/noivado. Quando um rapaz se decidia em ir pedir a mão de uma rapariga à família dela, oferecia à rapariga a Cantarinha das Prendas. Se a Cantarinha era aceite, o pedido particular estava feito, e a partir daí ficavam comprometidos um com o outro. O anúncio do noivado era feito apenas se houvesse consentimento dos pais. Se houvesse consentimento dos pais, o noivado era anunciado e o dote tratado, e as prendas oferecidas aos noivos eram colocadas na Cantarinha (cordões de ouro, tranceletes, cruzes, corações.

Exposição



Nos dias 3 e 4 de Março, estará na sala de exposições do nosso colégio o "1ºfruto do nosso projecto! Vão estar presentes duas grandes artesãs e a APPACDM que certamente irão captar a atenção de todos para o seu trabalho.
A artesã Olga Marques que vem demonstrar o teor contemporâneo e tradicional do artesanato da região do Minho assim como a oleira Bela Alves que através da Oficina virá relembrar toda a riqueza da criação da cantarinha dos Namorados que se inicia com a roda do Oleiro característica da nossa ALMA LUSA.

Aguardamos a tua visita!!!

O grupo Alma Lusa

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

III Exposição Internacional de Presépios - Santo Tirso


Até ao dia 4 de Janeiro, Santo Tirso está transformada na Capital do Presépio. Isto porque recebe, pelo terceiro ano consecutivo, a Exposição Internacional de Presépios, numa organização conjunta da Câmara Municipal de Santo Tirso e da Confraria do Caco.

Este ano, o país convidado é a França e os presépios expostos no átrio da Câmara Municipal, destacam-se mais pela sua imponência e dimensão do que pelo número de exemplares em mostra. Só para dar um exemplo, o maior dos retábulos presentes tem 35 m2 de superfície, é animado, e conta com cerca de 200 figuras.

O átrio dos Paços do Concelho é o palco principal desta mostra única em Portugal mas não é o único local a receber estes ícones natalícios. Outros presépios de igual beleza e importância estão também expostos nos dois quartéis dos Bombeiros Voluntários (cerca de 400) e também nas montras das lojas (comércio tradicional) da cidade (150 presépios).

Recorde-se que em 2006 (primeira edição) estiveram expostos cerca de 500 presépios de coleccionadores portugueses e em 2007 foram 200, os presépios em mostra de vários coleccionadores espanhóis.

Artesanatus 2008


Sectores em exposição
Feira Nacional de Artes e Ofícios
Tradicionais e Contemporâneos
Azulejaria,
Cerâmica
Figurado
Joalharia de autor,
Ourivesaria e filigrana,
Tecelagem
Bordados
Patchwork
Feltros e Lãs
Talha
Brinquedos e Marionetas
Mobiliário para crianças,
Pasta de papel,
Couro e peles,
Acessórios de moda
Novos materiais
(entrada gratuita)

A Artesanatus é um evento de referência no sector das Artes e Ofícios e foi realizado nos últimos anos no Mercado Ferreira Borges. Esta edição é marcada pela mudança de local do evento, desta vez para bem mais perto de si, estará de 12 a 21 de Dezembro na Praça D. João I. Bem na baixa da cidade do Porto, perto do metro e outros transportes públicos, mas para os que vêm com o seu automóvel existe também um parque de estacionamento mesmo por baixo do local do
evento.
Nesta 9ª edição da ARTESANATUS poderá encontrar algum do melhor Artesanato Português que caracteriza a nossa identidade cultural e popular, bem como pode também ver e comprar peças de artesanais de design contemporâneo que rivalizam com o que de melhor se produz na Europa.
Este evento tem ainda a particularidade única de ser organizado por uma associação de profissionais do sector das artes e ofícios, a AARN – Associação de Artesãos da Região Norte, o que só por si o distingue de outros eventos e dá garantias especiais ao público de comprar produtos genuínos e de qualidade. Esta é portanto uma oportunidade única a não perder para quem aprecia artesanato de qualidade.